Slim é o mais rico no mundo, Amorim em Portugal

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Depois de uma crise financeira mundial que também atingiu os mais ricos, a retoma económica trouxe um número recorde de multimilionários, segundo a lista da Forbes. O mexicano Carlos Slim continua a ocupar o primeiro lugar do ranking, que conta com três portugueses. A lista da Forbes é abordada por toda a imprensa internacional, incluindo o jornal espanhol Público, que dá destaque aos dados mais relevantes da revista norte-americana. A fortuna média dos milionários no ranking é de 3,7 mil milhões de dólares, mais 200 milhões que em 2010 e 700 milhões acima do contabilizado há dois anos. Dos 20 mais ricos, apenas um não ganhou este ano mais dinheiro que em 2010. No total, as fortunas na lista da Forbes contabilizam 4,5 biliões de dólares. Além disso, “este foi o ano de recordes, com 214 novos multimilionários”, ou seja, há no mundo 1210 pessoas com fortunas acima dos mil milhões de dólares.Carlos Slim e a sua família, com um império nas telecomunicações, continuam no topo do ranking pelo segundo ano consecutivo. O mexicano foi o único não norte-americano a ocupar este lugar. Os outros dois lugares são ocupados por milionários dos EUA: Bill Gates, da Microsoft, com 56 mil milhões, e o investidor Warren Buffett, com 50 mil milhões. O primeiro europeu na lista é Bernard Arnault. O francês é um magnata dos artigos de luxo, com destaque para as marcas Louis Vuitton, Dom Perignon, Cognac Hennessy e Tag Heuer, que se estão a expandir rapidamente no Extremo Oriente e que dão a Arnault uma fortuna de 41 mil milhões. Logo a seguir ao francês, está classificado o norte-americano Larry Ellison, patrão da Oracle, multinacional de software que ganhou um duelo nos tribunais contra a alemã SAP por violação da propriedade intelectual. Vale 39,5 mil milhões. O indiano Lakshmi Mittal é o primeiro asiático no ranking: patrão da ArcelorMittal, líder mundial do aço, tem uma fortuna de 31,1 mil milhões. Segue-se, muito colado, com 31 mil milhões de dólares, o espanhol Amancio Ortega, o dono do império Zara. Eike Batista, magnata do petróleo e da exploração mineira, exemplifica a importância da economia do Brasil, ocupando o oitavo lugar do ranking da Forbes, com 30 mil milhões. O ‘top 10’ fecha com o indiano Mukesh Ambani, com 27 mil milhões de dólares provenientes de petroquímica, petróleo e gás, e com a norte-americana Christy Walton e família, da cadeia de retalho Walmart, com 26,5 mil milhões. A listagem conta com três portugueses. Américo Amorim é o luso mais rico (número 200 no mundo), com 5,1 mil milhões de dólares (mais 1,1 mil milhões que no ano passado), graças à corticeira Amorim, a maior do mundo, e vários investimentos financeiros, incluindo na Galp e no Banco Popular. Alexandre Soares dos Santos e a sua família ocupam o lugar 512, com 2,3 mil milhões de dólares, sendo estreantes no ranking da Forbes. A fortuna é proveniente essencialmente da Jerónimo Martins, holding que agrega vários supermercados, com destaque para o português Pingo Doce e o polaco Biedronka. O terceiro português já é habitual encontrar-se nesta listagem: Belmiro de Azevedo. O empresário nortenho deixou a direcção executiva do grupo Sonae nas mãos do filho, Paulo Azevedo, mas continua como ‘chairman’. A Sonae Indústria, o retalho (Modelo e Continente) e os investimentos em sectores como as telecomunicações (Optimus) valem a Belmiro uma fortuna de 1,5 mil milhões de dólares, igual à do ano passado.