Portugueses no estrangeiro enviaram 1.049 milhões de euros entre Janeiro e Maio 2012

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Entre Janeiro e Maio deste ano, os portugueses que residem no estrangeiro enviaram para Portugal 1.049,3 milhões de euros, revelam os dados mais recentes do Banco de Portugal. Para o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, os emigrantes continuam a ser “o grande fator de animação” da economia nacional. As remessas enviadas entre janeiro e maio pelos portugueses que residem no estrangeiro, ascenderam a 1.049,3 milhões de euros, revelam os dados mais recentes do Banco de Portugal. Um número que representa um crescimento de 17,7 por cento em comparação com o mesmo período de 2011. A França mantém-se como o país de onde chega mais dinheiro enviado pelos emigrantes: foram 343,9 milhões de euros, seguido da Suíça, com 239,7 milhões. A Alemanha (70,9 milhões), os Estados Unidos (56 milhões) e a Espanha (50,2 milhões) completam os primeiros cinco lugares. Do Reino Unido chegaram 48,3 milhões de euros, do Luxemburgo 29,3 milhões, do Canadá 18,2 milhões, da Venezuela 5,8 milhões e do Brasil 4,3 milhões. Os restantes países enviaram em conjunto 119,3 milhões de euros. Nos primeiros cinco meses deste ano, os depósitos feitos por emigrantes em bancos portugueses caíram 8,9 por cento, passando de 37,3 milhões de euros de janeiro a maio de 2011, para 34 milhões no mesmo período de 2012. Depois de terem estagnado em 2011, e de terem registado quebras em anos de crise como 2008 e 2009, as remessas em dinheiro enviadas pelos portugueses no estrangeiro aumentaram já este ano. Os dados divulgados no final de junho pelo Banco de Portugal – relativos ao período entre janeiro e abril este ano – já tinham mostrado um aumento em relação a 2011. Nos primeiros quatro meses deste ano, os emigrantes portugueses enviaram 822,4 milhões de euros para o país, valor que representou um aumento de 17,6 por cento em relação ao mesmo período de 2011. “Fator de animação” da economia O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, reconheceu que os emigrantes continuam a ser “o grande fator de animação” da economia nacional. “Ao longo da nossa história, desde que eu me lembro de ser gente, sempre me recordei de eles serem o grande fator de animação da nossa economia, particularmente, nas nossas zonas rurais”, declarou o governante à agência Lusa. Sobre os dados do Banco de Portugal relativamente às remessas, José Cesário sublinhou que Portugal está a registar “um aumento da entrada de capitais” enviados pelos emigrantes, sublinhando o que representam “também nas estatísticas dos números do turismo todas estas pessoas”. José Cesário também observou que, devido à situação económica de Portugal, continua a sair gente do país, reconhecendo que “quanto mais desemprego há, mais gente sai”. As saídas têm sido para os destinos tradicionais – França, Suíça, Luxemburgo, Alemanha e Reino Unido – mas também para Angola, Brasil e Moçambique. Aos que procuram emprego no estrangeiro recomenda que “tenham cautelas e que não saiam sem terem a certeza de emprego”.