Português emigrado na Suíça arrisca 14 anos de cadeia

O violador mascarado era o vizinho!

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João B. terá violado duas mulheres. A segunda vítima era sua vizinha. ZVG

Um cidadão português de 30 anos de idade, casado e pai, residente em Zofingen na Suíça, pode vir a ser condenado a uma pena de 14 anos de cadeia por violação.

O caso por que está a ser julgado teve início em 2009. Em Novembro desse ano João B., à altura com 22 anos, terá violado brutalmente uma mulher de 52 anos, funcionária de uma estação de serviço, em Oftringen no cantão Argóvia. O homem estava mascarado e não foi reconhecido. Durante cinco anos o João viveu tranquilamente na região, em Zofingen sempre no cantão Argóvia, sem ser reconhecido, até que em 2014 violou uma vizinha de 37 anos de idade e foi desmascarado.

Foi o modo de actuação no segundo caso que levou à resolução dos dois. Em meados de Dezembro de 2014 a vizinha saía da lavandaria do prédio para o seu apartamento. Quando ali chegou foi recebida por um indivíduo mascarado que impunhava uma faca com 30cm de lâmina. Ele agarrou-a e forçou-a a ter relações sexuais. Acabado o acto ele deesapareceu. A vítima aproveitou o momento e ligou para a senhoria.

Atada com fita adesiva

Apenas fui informada desloquei-em de imediato para o apartamento da minha inquilina e, encontrei-a estendida no chão ensanguentada e com as mãos atadas com fita adesiva” disse na altura a senhoria, uma senhora de 60 anos.
Mesmo mascarado estava certa que era o João B. o violador. João vivia no último andar do velho prédio. “Eu ouvi a sua respiração nas escadas” lembra ainda a proprietária.
Chamada a polícia deteve de imediato o homem. Momentos depois encontraram as suas roupas manchadas de sangue, o rolo da fita adesiva e a faca ensanguentada num pequeno repostilho nas escadas.
Analisado o DNA resultou que era compativel com o DNA recolhido em Novembro de 2009 no corpo e nas unhas da primeira vítima, em Oftringen.

Durante cinco anos o violador viveu impune na região

Naquela altura, uma empregada de uma loja de uma estação de serviço tinha acabado o seu turno de trabalho e, quando estava já na sua viatura, foi ali atacada por um homem mascarado. Arrastada para uma casa de jardim ali perto, a vítima foi obrigada a sexo oral e vaginal. Terminado o acto o violador desapareceu sem que a polícia o prende-se. Durante cinco anos o homem viveu irreconhecido na região.

O processo teve início na passada Quinta-feira (14.09.2017). No que diz respeito ao primeiro caso, João diz que nunca esteve naquele posto de gasolina. Para o segundo caso ele alegou que “Eu só queria assustá-la” já que tinha ouvido dizer que a vizinha falava mal dele para a senhoria “João discutia muitas vezes com a esposa e a vizinha tinha oferecido ajuda” segundo a proprietária do imóvel. Mas segundo João a vizinha à muito que queria ter relações sexuais com ele.

As vítimas continuam traumatizadas

As vítimas foram ouvidas pelo juíz na ausência do João. Estão ainda hoje muito traumatizadas. “O agressor deve ser punido” diz a primeira vítima.

O procurador público pediu uma pena de 14 anos e três meses de cadeia. O advogado de defesa pediu a absolvição. A sentença será lida no próximo dia 28 de Setembro.

Artigo parcial em: Blick         Tradução e adaptação de: Pt Comunidades