Portugal tem dois recordistas no guinness

Depois de Maria da Conceição que, em 2015 detinha seis records no Guinnes, surge agora Filipe Silva com três.

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© Foto cedida pelo Jornal Serras de Ansião

Tem três recordes do Guinness e um dom pouco falado que deixa muitos estupefactos. Eis Filipe Silva, com uma ‘memória de elefante’. Decorou quase 100mil matrículas.

Precisamente 99.687 matrículas (4.989 delas de Espanha), 9.857 anedotas, 257 mil referências de peças de automóvel, 1.589 músicas. Os números são, como o próprio diz, “exuberantes”, e retratam a vida e a memória de Filipe Silva, português. de 37 anos. que não para de acrescentar números à sua memória.

Aliás, o número de matrículas decoradas até aumentou durante a conversa do Notícias ao Minuto com Filipe, pois o sobredotado juntou mais uma placa de identificação aos seus conhecimentos e garantiu que já não é possível esquecer.

Na sua juventude, Filipe decorou a tabuada toda em 57 segundos, fez o exame de código em 1 minuto e 29 segundos e tirou a carta em 11 dias. “Não foi mau”, realça entre risos de orgulho.

Mas andemos 13 anos para trás, altura em que, no verão de 2004, o português tornou o seu dom público. Foi ao som de ‘Summer Jam’, da banda The Underdog Project, que tudo aconteceu. O DJ daquela noite baixou o som e alertou os clientes para a existência de um carro mal estacionado. À terceira tentativa e sem que ninguém se preocupasse, Filipe dirigiu-se a uma senhora e disse-lhe “o carro com a matrícula x pertence-lhe e está a estorvar”.

O homem sabia a matrícula, o modelo do carro, o número de lugares, de portas, e até o mês e o ano da viatura. A informação deixou todos estupefactos e havia mais, muito mais. Filipe sabia as matrículas das viaturas dos cerca de 700 clientes que costumavam frequentar o local e, nesse momento, já tinha decorado mais de sete mil matrículas.

Não tenho truque nenhum, é-me dada a informação, o meu cérebro certifica-se se de que a matrícula está bem e decoro. Não preciso de ver”, garantiu ao Notícias ao Minuto, assumindo que nunca estudou muito por ser “preguiçoso”.

A trabalhar na oficina do pai, em Santo Tirso, Filipe não fecha portas a novas oportunidades e admite que não diria que não a uma oferta de trabalho, principalmente se fosse relacionada com viaturas.

Neste momento é detentor de três recordes do Guinness, o último com 28 mil matrículas e está à espera de que apareça alguém à altura do seu dom. “O recorde a nível mundial é meu. Para já o único caso idêntico ao meu foi um que decorou 12 páginas da lista telefónica”, algo que não ‘mete medo’ a Filipe.

“O meu é um caso curioso, inédito. Basta ver uma vez e nunca mais me esqueço e esse é o facto mais curioso”, diz, longe de se mostrar preocupado com a opinião dos outros.

Maria da Conceição já tem seis recordes no Guinness (22.12.2015)

O Guinness homologou três recordes da ultramaratonista portuguesa Maria da Conceição que passa agora a deter seis registos no livro de recordes, anunciou hoje a fundação Maria Cristina, criada pela atleta filantropa.

Maria da Conceição tornou-se na mulher mais rápida a completar sete maratonas oficiais em sete continentes [inclui os subcontinentes da América do Sul e da Antártida], recorde que junta ao de mulher mais rápida a concluir uma maratona e uma ultramaratona em cada um dos sete continentes.

Além destes, o Guinness World Records distinguiu a portuguesa como a mulher com o tempo agregado mais rápido para completar uma maratona e uma ultramaratona em cada um dos sete continentes.

Em fevereiro passado, Maria da Conceição completou o desafio 777, que consistia em correr sete maratonas em sete dias em sete continentes.

A portuguesa começou a 08 de fevereiro na Austrália, seguindo-se provas nos Emirados Árabes Unidos, França Tunísia, Estados Unidos da América e Chile.

A prova na Antártida teve de ser adiada por quatro dias, devido às más condições climatéricas, pelo que o desafio ficou completo em 11 dias. O anterior recorde era de 48 dias.

Maria da Conceição, antiga assistente de bordo, fez também cair o recorde da mulher mais rápida a concluir uma maratona e uma ultramaratona em cada um dos sete continentes, que estava fixado em um ano e 180 dias, completando o desafio em um ano e 24 dias.

A ultramaratonista portuguesa criou em 2005 a Fundação Maria Cristina, inspirada na mulher que foi sua segunda mãe, perante as dificuldades da mãe biológica, que pretende auxiliar crianças no Bangladesh.

Além de promover educação básica para crianças, a fundação financia estudos secundários de forma a fortalecer as bases de futuras carreiras que possam garantir o sustento das famílias e resgatá-las da pobreza.