Portugal conquista II Torneio Internacional de Andebol Terras do Demo

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A seleção de Portugal voltou a vencer a Roménia, e novamente por uma margem de cinco golos (27-22), em jogo realizado ontem, sexta-feira, 27 de outubro, no pavilhão municipal de Moimenta da Beira. No primeiro confronto entre as duas seleções, realizado dois dias antes, os portugueses venceram os romenos por 29-24. O segundo triunfo luso significou a conquista do II Torneio Internacional de Andebol Terras do Demo. Tudo num jogo que voltou a registar a presença de uma moldura humana de relevo, uma prova que atesta e consolida a aposta do presidente da autarquia, José Eduardo Ferreira, na organização de eventos internacionais de alta competição.

A história deste último embate começou logo após os hinos nacionais e da troca de ofertas institucionais entre a Câmara Municipal de Moimenta da Beira, a Associação de Andebol de Viseu, o clube local (EPA) e a Federação de Andebol de Portugal. Carlos Martins, atleta da seleção nacional que fez a sua formação na EPA, foi ovacionado por todos os presentes.

Portugal alinhou com Fábio Antunes, Gilberto Duarte, Wilson Davyes, Tiago Rocha – em troca defesa/ataque com Alexis Borges – Fábio Magalhães, Carlos Martins e, ainda, Alfredo Quintana na baliza. Num início de jogo em que se evidenciaram as defesas de ambas as partidas, Gilberto Duarte inaugurou o marcador, já com quase três minutos jogados. Com dois golos seguidos, a Roménia passou para a frente do marcador pela primeira vez aos seis minutos (2-3), vantagem de imediato anulada pelos lusos. Intensidade e equilíbrio retratavam o jogo, que prosseguiu com sucessivas trocas no comando do marcador (5-4; 5-6; 7-6). A meio da primeira parte, os comandados de Paulo Pereira conseguiram a maior diferença até então (8-6) e o treinador da Roménia, Xavier Pascual, pediu o primeiro time-out do encontro. Apesar do guarda-redes Darius Makaria insistir em negar o golo a Portugal, a turma das quinas aumentou a vantagem para 10-7, com um golo de 7m de Pedro Portela. Alfredo Quintana também estava à altura do adversário e, com excelentes intervenções, evitava a recuperação da equipa adversária. Ainda no decorrer da primeira parte, Paulo Pereira fez várias alterações ao sete inicial e fez entrar Jorge Silva, Rui Silva, Daymaro Salina, Diogo Branquinho e Hugo Figueira, para a baliza. Nos minutos finais da primeira parte, Portugal ainda chegou a ter seis golos de vantagem (14-8), mas a Roménia reduziu e foi para intervalo a perder 14-10.

O jogo retomou com a mesma intensidade e Portugal, apesar de ter ficado em inferioridade numérica logo nos minutos iniciais, manteve o comando do marcador. O treinador da Roménia fez várias alterações na equipa, na tentativa de equilibrar as contas, mas o conjunto luso seguia firme na frente. A Roménia aproximou o resultado (20-18), com onze minutos para jogar, mas Portugal voltou a distanciar-se (26-20), vantagem que geriu com tranquilidade até ao final do jogo, numa vitória por 27-22. Pedro Portela e Gilberto Duarte, com 6 golos cada, foram os melhores marcadores da partida.

No final do jogo, Paulo Pereira sublinhou que “é este o caminho. Nós tínhamos estabelecido um objetivo em relação aos golos de contra-ataque e aos golos a sofrer na defesa, como limite, e hoje ainda foi melhor que há dois dias. Antes sofremos 24 golos, hoje sofremos 22 golos com a Roménia com um dos melhores treinadores do mundo. Cumprimos plenamente esse objetivo estatístico. Hoje voltámos a fazer 10 golos de contra-ataque, antes tínhamos feito 13, portanto estamos realmente no bom caminho. Há sempre muitas coisas a melhorar mas, conseguimos consolidar um pouco o respeito que todos já têm por nós fora de Portugal, considerou o treinador, que referiu ainda que “o problema destes jogos equilibrados é que é preciso estar sempre com compromisso absoluto e, às vezes, um pequeno erro, um pequeno descuido, faz com que o resultado de 4, 5 golos passe para 1 ou 2 e as coisas ficam mais complicadas”.