Mantenha o seu filho longe das tecnologias

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A exposição excessiva às novas tecnologias pode estar a prejudicar o bem-estar das crianças e a pôr em risco o seu futuro. Descubra porque é que deve manter os seus filhos longes de telemóveis, iPad’s, tablets e videojogos.

Se é verdade que os nossos avós nasceram longe e privados de tecnologias (e sobreviveram!), é também verdade que hoje as crianças parecem já ter nascido de telemóvel na mão. E enquanto muitos de nós tenham ainda que levar o seu tempo para perceber como funcionam as novas tecnologias, muitas crianças parecem nascer já com todas estas informações.

Os tempos são outros, é também verdade, mas fica por saber se estes novos tempos são melhores e mais saudáveis para crianças e jovens. Segundo o Huffington Post, não.

A Academia Americana e a Sociedade Canadiana de Pediatras defende que as crianças e jovens estão a utilizar as tecnologias cinco vezes mais do que o tempo recomendado, o que apresenta claras consequências para a sua saúde e bem-estar.

Por isso, defendem que as crianças até aos dois anos não devem ser expostas a qualquer género de novas tecnologias, tais como tablets, smarthphones ou jogos eletrónicos. As crianças dos 3 aos 5 anos devem aceder a estes meios apenas uma hora por dia e os jovens dos 6 aos 18 anos a apenas 2 horas diárias.

Existe inclusivamente, quem defende que até aos 12 anos estes aparelhos deviam ser completamente banidos da vida das crianças. Saiba porquê, em seguida.

Crescimento do cérebro. Até aos dois anos, o cérebro das crianças triplica de tamanho e mantém-se num rápido estado de desenvolvimento até aos 21 anos. Se durante este período o cérebro for demasiadamente exposto a tecnologias (telemóveis, televisão, internet, iPads) verifica-se que a pessoa regista um maior défice de atenção, falhas cognitivas e dificuldades de aprendizagem.

Atraso no desenvolvimento. Uma em cada três crianças que entra hoje na escola possui atrasos no seu desenvolvimento, o que implica impactos negativos nos seus conhecimentos académicos e literários.

Obesidade. A exposição excessiva à televisão e a videojogos está relacionada com o aumento do número de crianças obesas, o que, consequentemente, tem contribuído também para o aparecimento de outras doenças como a diabetes.

Privação do Sono. Crianças com acesso a tecnologias nos seus próprios quartos dormem muito menos horas, o que apresenta resultados negativos nas suas notas escolares.

Doenças mentais. A tecnologia esta associada a casos de depressão, ansiedade, autismo, desordens bipolares e comportamentos problemáticos nas crianças.

Agressividade. O excesso de conteúdos violentos, transmitidos através da televisão ou de videojogos, acaba por influenciar, também, os comportamentos dos mais novos.

Demência digital. A velocidade de produção de novos conteúdos contribui para o défice de atenção, bem como para diminuir os níveis de memorização e concentração.

Vícios. Quanto maior acesso se tem a tecnologias, mais viciante se torna o acesso às mesmas. Uma em cada onze crianças é viciada em novas tecnologias.

Emissão de radiações. As crianças são mais sensíveis que os adultos à exposição à emissão de radiação destes aparelhos dado que o seu cérebro ainda se encontra em desenvolvimento.

Insustentável. A forma como as crianças são, hoje em dia, educadas pelas tecnologias está a tornar-se insustentável. As crianças são o nosso futuro, mas não existe futuro para crianças que usem em demasia as tecnologias. Defende o Huffington Post que é necessário, com urgência, uma equipa que reduza a utilização destes aparelhos.

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