Jovem de 18 anos morre no Hospital de Cascais. Pais querem explicações

Bárbara Baptista de 18 anos, emigrante radicada em Genève na Suiça, entrou com febre nas urgências do Hospital de Cascais, onde recebeu uma pulseira verde, cor atribuída a casos sem gravidade. À meia noite, a jovem ficou internada e no dia seguinte faleceu. Os pais acusam o hospital de negligência.

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Bárbara Baptista, 18 anos, filha de emigrantes portugueses na Suiça, faleceu no Hospital de Cascais

A jovem de 18 anos estava a passar férias em Portugal com os pais, emigrantes na Suíça. Depois de se começar a sentir doente, dirigiu-se ao Hospital de Cascais, com febre. Um dia depois, os pais receberam a notícia de que a jovem tinha morrido.

Numa reportagem da TVI, os pais de Bárbara Baptista referem que a febre da jovem não era grave, nem demasiado alta, por isso não compreendem o que aconteceu. Bárbara deu entrada na sexta-feira e, depois da triagem, foi-lhe atribuída uma pulseira verde, cor dada a casos não considerados graves.

Cerca de duas horas depois de ser observada e sujeita a vários exames – raio-x, análises, ecografia -, Bárbara foi transferida para uma área mais prioritária. Pela meia-noite, soube que teria que ficar internada, depois de ser diagnosticada com uma Mononucleose, a doença do beijo, uma infeção que se caracteriza por febres altas e inflamação da garganta.

No dia seguinte, a jovem foi transferida para os cuidados intensivos e às 12h30 o óbito foi declarado.

Os pais estão revoltados com a situação e garantem que na Suíça “isto não teria acontecido”: Não quer dizer que os médicos sejam melhores, mas sim que há organização”, denunciam.

Os pais de Bárbara ponderam, por isso, pedir uma segunda autópsia naquele país. Querem perceber o que se terá passado e lamentam que ninguém do hospital os tenha contactado para se poderem despedir da filha.

Os pais da jovem mostram-se ainda revoltados com a forma como foram avisados sobre o agravamento do estado de saúde da filha: “Ligaram-nos quando ela já estava nos cuidados intensivos, em estado crítico. As enfermeiras contaram-nos que a Bárbara chamou por nós quando começou a piorar e ninguém nos avisou”.

A mononucleose é uma infeção viral causada pelo vírus Epstein-Barr, da mesma família do herpes. É conhecida como a “doença do beijo” porque o contágio pode ocorrer através de secreções como a saliva.

A doença atinge o seu pico de incidência na faixa etária dos 15 aos 25 anos. A infeção é considerada rara a partir dos 30 anos. O diagnóstico é feito através de exames ao sangue.

A “doença do beijo” pode provocar sintomas como: febre, fadiga, dor de garganta e dificuldade em engolir, náuseas e vómitos. Pode desenvolver-se inchaço dos gânglios linfáticos e erupções na pele.