Emigrante na Suíça acusado de bater na mulher e abusar da filha

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Ilustração
Controlava ao segundo e ao cêntimo a vida da mulher e da filha. Espancava e ameaçava a mulher e, abusou sexualmente da menor. O português de 50 anos, emigrante em Sierre, na Suíça, está a lutar em tribunal para não ir parar à cadeia. Arrisca oito anos de prisão, após ter sido já condenado em primeira instância.
O inferno da mãe durou 33 anos. Era agredida diariamente, bastando fazer algo que desagradasse ao português. Coação sexual, insultos e humilhações eram constantes. Já a menor foi alvo de abusos sexuais entre os 13 e os 16 anos.
O homem consultava o telefone da mulher, verificava os seus percursos entre casa e trabalho, confiscou-lhe os salários e até escolhia as roupas que poderia vestir. Em 2012, para poupar, cortou-lhe os medicamentos para a diabetes. Chegou a partir pratos na cabeça da filha.
Há dias, negou em tribunal ter tocado na menor. “Só controlava se ela era virgem”, afirmou.
O tribunal deu como provados os indícios de violência doméstica. Mulher e filha fugiram para Portugal. O agressor veio buscá-las. A filha denunciou-o em 2011 e ele obrigou-a a retirar a queixa. Em 2013 foi afastado.