Drama Lusitano na Suiça

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Terminou o julgamento do caso que envolveu cidadãos portugueses no cantão de Vaud na Suíça. O condutor da viatura foi condenado a uma pena de 2 anos de cadeia e o seu passageiro 6 meses. Este julgamento tem a ver com um acidente viação ocorrido no dia 13 de Setembro de 2011 no qual perdeu a vida a jovem Stéphanie de 9 anos de idade. Nesse fatídico dia, pelas 19:42h, a jovem ia na estrada pricipal de Aigle/VD, na companhia de duas colegas. Na proximidade de um pomar as jovens decidem apanhar umas maçãs e atravessam a estrada. Nesse momento surge um VW Polo conduzido por Manuel F.*, cidadão português de 51 anos que atropela as jovens. A pequena Stéphanie sofreu ferimentos graves na cabeça. Transportada de imediato por um helicoptero da REGA para o Hospital Universitário de Lausanne foi colocada em coma artifial pelos médicos e, dez dias depois a sua mãe, Sonia Robalinho, cidadã portuguesa de 31 anos teve de tomar a mais trágica decisão da sua vida ao autorizar o desligar das máquinas que mantinham em vida a sua pequena filha. Segundo a reconstrução do acidente feita pelo tribunal, o condutor deveria ter visto a jovem já a uma distância de 58 metros, tendo tempo suficiente para evitar o acidente. A carta de condução já tinha sido retirada várias vezes a Manuel F.* por condução sobe o efeito de drogas e álcool, tendo sido apreendida defenitivamente em 1997 por reincidência continuada. A primeira reacção de Manuel F.* foi dizer “Eu tive medo de ter problemas com o seguro”. O seu passageiro António C.*, também ele cidadão português de 36 anos de idade, era o proprietário do VW e quando o Manuel F.* lhe disse que não tinha documentos consigo disse “ Eu penso que não há problemas. Eu digo que era eu que vinha a conduzir”, mais tarde veio dizer “ Eu não sabia que o Manuel F.* não tinha carta de condução”. Andaram um pouco mais e trocaram de lugares. Sómente depois pararam. A mãe de Stéphanie, Sónia Robalinho, esteve presente no julgamento realizado no passado dia 31 de Setembro. “Lamento que até hoje não tenha havido um pedido de desculpas” disse, “Desde o momento que a Stéphanie entrou no hospital que eu queria saber como estava o condutor. Irónicamente só no dia do funeral é que vim a saber que ele não tinha carta de condução”. Os avós da jovem também estiveram presentes no julgamento tendo o avô, António Robalinho de 49 anos pedido ao Juíz “Por favor, faça tudo para que este homem receba um duro castigo”. Manuel F. foi condenado a 24 meses por homicídio involuntário.
O promotor público disse nas suas alegações, que este drama mortal aconteceu, principalmente, “por causa do egoísmo” de Manuel F.*. «Manuel F.* conduziu o carro, apesar de ele saber que não tinha carta de condução. Não só pelo seu trabalho, mas também para o seu conforto pessoal. ” Para o passageiro Antonio C.*, o promotor pediu 12 meses de prisão. Um pedido de desculpas nunca saíu da boca de Manuel F.*. Ele disse simplesmente: “Ela era uma menina muito bonita. Se eu agora me desculpar não serve de nada.”
*Nomes alterados. Texto original em alemão da autoria de Gabiela Battaglia e publicado no jornal Blick de 1 de Outubro 2013 traduzido por Pt Comunidades. Fotos de Blick Pode ver a notícia (em alemão) publicada pelo Blick AQUI.