Dois portugueses condenados a um ano de prisão por vandalizarem portão de Auschwitz-Birkenau

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Dois adolescentes católicos portugueses foram, esta terça-feira, condenados por um tribunal polaco a um ano de prisão, com pena suspensa, por terem gravado os seus nomes no portão da entrada principal de Auschwitz-Birkenau, por onde chegavam os comboios provenientes da Alemanha ao campo de concentração.

Na altura, os adolescentes estavam na Polónia para participar nas Jornadas Mundiais da Juventude, organizadas pela cidade de Cracóvia, na qual participou, aliás, o Papa Francisco.

De acordo com a France Press, Rui Manuel F. e João L., com 17 anos, foram apanhados, a 28 de julho de 2016, a gravar os respetivos nomes, data e nome do país de origem, nos tijolos vermelhos do portão de entrada do campo de concentração.

O tribunal de primeira instância de Oswiecim (nome polaco para Auschwitz) condenou-os, em fevereiro, a um ano de prisão com pena suspensa por destruição de «objetos de valor histórico», pena posteriormente confirmada pelo tribunal de Cracóvia.

Todos os equipamentos de Auschwitz, incluindo a vedação e objetos enterrados no solo, fazem parte do museu do antigo campo de extermínio do regime nazi, classificado património mundial pela UNESCO.

Entre 1940 e o início de 1945, a Alemanha assassinou no campo de concentração Auschwitz-Birkenau cerca de 1,1 milhões de pessoas, entre um milhão de judeus de diferentes países europeus.

Neste campo também perderam a vida 80 mil polacos, 25 mil pessoas de etnia cigana e 20 mil soldados soviéticos.