DJ Fusivel

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És amado ou odiado,é o risco que se corre Filipe Valentim é um apaixonado pelo mundo da música. Começou por um estilo bem duro, o heavy, para se tornar num DJ com muita aceitação, tendo já actuado em vários palcos, inclusivamente em Portugal. O Filipe é natural de Beja, tem 31 anos de idade, casado, uma filha, e como profissão é consierge no Casino de Berna. Toca viola baixo e já tocou em duas bandas. O Filipe é também um grande apaixonado pelo mundo das motas e tem colaborado com diversos artigos no nosso jornal. Quando é que começou o gosto pela música? O gosto pela música foi surgindo naturalmente. Aos 13 anos comecei a seguir mais um estilo de música que me identificava que segui até aos dias de hoje. O estilo de música é o Metal ,Heavy-Metal ,Hard-Rock, e tudo nesta área. Como apareceu o Dj Fusível? O DJ fusível surge em 2010, um projeto meu: “ um roqueiro que tenta fazer e trazer coisas novas no ao mundo da música eletrónica”. Tocava guitarra-baixo numa banda de metal em Portugal os “Embraced in Solitude” e depois em 1999 vim para a Suíça, onde desde logo procurei uma banda com o mesmo estilo musical. Toquei na Suíça de 2000 a 2003 onde fiz parte de uma banda de Metal, os “Stoned Hill”. Gravamos uma demo-cd, demos concertos mas depois mais tarde começou a falta de tempo para a Banda, e tive de sair. Foram muito bons tempos e boas experiências vividas. Bem, pode parecer estranho a fusão mas é isso mesmo, estranho e inovador. Hoje em dia se fazes algo que já exista “és mais um”, se fazes algo diferente, novo “és amado ou odiado”. É o risco que se corre. Onde vais buscar as músicas para compores o teu reportório? O meu reportório é remisturado com temas que se liguem à festa em questão. O importante é pôr a malta toda, ou a maioria, a curtir e a dançar. Posso ir buscar sons mais antigos e misturar com o ultimo hit da moda que está a bombar no momento. No mundo DJ não existe limites.Tento sempre impor a minha marca, o meu estilo próprio de remixar, arrisco assim ao vivo se o público gosta , ou não. Até agora tenho conseguido fazer um bom ambiente onde eu tenho atuado,até agora…ainda ninguém me atirou uma garrafa acima.(risos..!!!) Qual é o teu estilo de música preferido? O meu estilo de música preferido é com certeza o Metal. Sim, parece confuso como é que um roqueiro faz e remixa música eletrónica. Mas acho que é assim que se consegue inovar, por exemplo, Mozart não ouvia música clássica, nem os membros da banda Metálica em privado ouvem só metal. Aqui está a química , polos opostos onde saíram grandes obras e de estilos de música bem diferentes. Assim o que fazes é teu, sai de dentro de ti, não copias ou segues vertentes que já foram feitos . Se ouvi-se só música eletrónica, quer queiras ou não ,iria copiar um ou outro DJ, eras apenas mais um,mais nada,mais um. Assim tento fazer o meu melhor e depois a crítica pública o dirá…o público é o grande juiz. Os estilos musicais podem combinar em ritmos chamados atuais? Acho que quase todas as vertentes musicais são capazes de se combinar,mas não podemos esquecer é que tudo tem um sentido,e não se deve fazer á toa. Ritmos atuais são simplesmente retoques naquilo que basicamente já existia. A música com os DJs trás algo de novo à cena musical e às festas? Sim , sem dúvida. É um mundo onde se tu tiveres as tuas próprias ideias, podes fazer muita coisa ,sem o risco de vires a copiar outro DJ .Em relação às festas trás muito mais valias ,o DJ é mais barato e dinâmico que uma banda em geral, e o reportório musical nunca está limitado como está com uma banda por exemplo .O DJ torna festa mais animada e forte,porque as escolhas musicais podem ser muito mais vastas,agradando assim a novo e a velho. Onde é que o DJ fusível atua na nossa comunidade? Eu costumo atuar onde houver condições para tal,em clubes,discos, concentrações motards ,até em centros portugueses na Suíça, festas privadas… etc. No passado, no mês de Junho, atuei em Portugal, mais precisamente em Aljustrel “terra mineira ,terra viva” , adorei .Foi uma experiência boa , onde até alguns alarmes dos carros estacionados no recinto,começaram a tocar derivado à potencia do bass que se fazia sentir nesse festival open-air. (risos…). Onde tocar, não me tem faltado, porque não tenho deixado “a fama chegar ao nariz”, ser humilde e verdadeiro são algumas das minhas próprias regras,o preço do Cachet fica para segundo plano,tento sempre adequar o cachet ao tipo e tamanho da festa.