Armamar

A HISTÓRIA

Com a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro em 10 de Setembro de 1756 iniciou-se a Demarcação, processo que assentava na distinção entre vinhos de excelente qualidade e vinhos de qualidades inferiores, evitando-se que seguissem para exportação vinhos de inferior qualidade que causassem má reputação. Para assinalar os limites das demarcações estabelecidas eram colocados marcos em granito.

A primeira demarcação em 1757 distinguia entre vinhos de “feitoria” e “zona provável de feitoria”. No espaço que hoje pertence ao Município de Armamar nenhuma quinta ou produtor obteve a classificação máxima, isto é, vinhos de “feitoria”. No entanto, toda a zona a leste de Parada do Bispo até à foz do rio Tedo foi classificada como “zona provável de feitoria”. Aqui estavam incluídas: Balteiro (Vilar e Vista Alegre), Quinta da Foz e Pedra Caldeira, Folgosa (Quinta dos Frades), Marmelal e Santo Adrião (Quinta de Pai Calvo e Quinta das Poldras). Nesta primeira demarcação foram colocados 201 marcos de “feitoria”.

As segundas demarcações em 1758 surgiram por imposição do Rei que quis anular as primeiras por haver situações de favorecimentos ilícitos. Assim, o marquês de Pombal anulou tudo quanto havia sido feito no ano anterior e procedeu-se a novas demarcações. Em Armamar não houve ainda inclusão de vinhos de “feitoria”.

Nas demarcações de 1761 já foram incluídas quintas da terra de Armamar. Desde Balteiro até à Quinta dos Frades (Quinta de Vilar, Pedra Caldeira, Foz do Temilobos e Pedregal) e seguindo da Folgosa pela fralda da encosta até à foz do rio Tedo foram contemplados terrenos, muitos deles pertença da Quinta da Penha. Também a Quinta de Castelo Borges e a Quinta do Fojo no Marmelal foram classificadas como produtoras de vinhos de “feitoria”.