A Rota dos Moinhos

São oito no total, uns mais antigos, outros mais modernos, uns respeitando o traçado original, outros nem por isso, uns ainda moem, mas a maioria não, fazendo no conjunto uma espécie de museu ao longo do tempo, afirmando a adaptação da população aos novos materiais e sobretudo aos custos de manutenção dos moinhos de água durante as teimosias de Inverno do rio. Ao longo do caminho visitaremos 6 moinhos, sendo que o último, o Moinho da Arribal na Cobracha, junto ao Rio Torto que faz fronteira com a freguesia de Sul, é o que está melhor conservado. Nomes como o rodízio, os copos ou o tempereiro deixarão de ter segredos para nós e as memórias antigas dos mais velhos da aldeia e dos herdeiros darão o mote.
Depois faremos o percurso inverso e se o caudal do ribeiro o permitir, já de novo em Rompecilha, assistiremos ao moer do milho no Moinho da Pedreira, pertencente à Dona Eulália, um dos poucos que utiliza o sistema de “cubo”. Por fim, visitaremos o Moinho e a Azenha dos Dias, exemplar único na região, que cumpria na sua laboração três funções, a de lagar de azeite, alambique para bagaço e fornalha (ferreiro). Era aqui também que nas noites frias de Inverno uma parte do povo se reunia para conviver, aproveitando o calor constante.