Consumo nacional de peixe está aquém do recomendado

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Comer peixe faz bem mas portugueses comem pouco. Médico da Fundação Portuguesa de Cardiologia deixa o alerta no aproximar do dia do Ómega-3, assinalado a 3 de Fevereiro. Pescado contém ácidos gordos essenciais, mas as novas gerações estão a comer menos peixe. Amanhã é Dia Internacional do Ómega-3, uma substância que está presente no pescado. Grelhado ou cozido, assado ou de escabeche. O repertório culinário nacional dá-lhe um papel de destaque à mesa dos portugueses, realidade confirmada pelos números. Cada português consome em média 57 quilos de peixe por ano, segundo a UE Segundo dados da União Europeia, cada luso consome em média 57 quilos de peixe por ano, valor muito superior à média europeia (21,4 quilos). E ainda bem, garante a ciência. É que no pescado esconde-se o Ómega-3, a estrela do Dia Internacional que se celebra amanhã. No entanto, fica o alerta: os portugueses comem menos peixe do que deviam. Jacinto Gonçalves, vice-presidente da Federação Portuguesa de Cardiologia, afirma: «As gerações mais novas estão a perder o hábito de comer peixe.» E reforça a obrigatoriedade de «pais e educadores terem um papel activo na educação das crianças, para uma alimentação saudável e variada». Até porque é no peixe que se encontra o Ómega-3, «um ácido gordo polinsaturado, essencial para uma boa saúde. ajuda a retirar o colesterol das artérias, contribuindo para a sua manutenção». E como o organismo não o consegue produzir, tem mesmo de o ir buscar aos alimentos. Por isso, o especialista aconselha um consumo regular pelo menos «três vezes por semana», em todas as suas formas: «Fresco, congelado, salgado ou em conservas». E esclarece: não há «melhor do que o original». Ou seja, em vez dos suplementos, o melhor é apostar no menu e comer peixes como sardinha, atum, cavala ou salmão.

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