Cônsul Geral de Portugal na Suíça em entrevista exclusiva

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O Cônsul Geral de Portugal em Zurique Ex.mo Sr. Paulo Rufino, participou na homenagem prestada aos Empresários da alta Engadina. Esteve presente a convite do Sr. Daniel Cardoso Presidente do Clube Cultural e Recreativo Português da Engadina que prestou a referida homenagem em parceria com a Câmara Municipal de Tarouca. Chegou a Zurique como Cônsul Geral de Portugal em finais de Outubro de 2010 e esta foi a primeira presença oficial na região da alta Engadina. Presenciámos o seu interesse em querer ter conhecimento junto da comunidade, como se encontravam, e se havia alguma preocupação que os perturbasse no sentido da integração ou qualquer outra situação. Perguntámos ao Ex.mo Sr. Cônsul se nos consentia uma pequena entrevista para o PT-Comunidades, onde se prontificou gentilmente de imediato. PT-Comunidades(PT) – É a primeira vez que visita a alta Engadina? Sr. Cônsul – Sim, é a primeira vez. Não tinha tido até agora nenhum convite nesse sentido, aconteceu agora onde aceitei com muito prazer, sobretudo porque tenho uma relação muito boa com o Sr. Daniel Cardoso, porque ele é um dos representantes da comunidade portuguesa do nosso comité, e por outro lado porque sei que nesta localidade existem muitos portugueses aqui a trabalhar, muitos desses portugueses são empresários, e nesse sentido entendi que seria meu dever em estar aqui presente, estou aqui para os apoiar ouvir os seu anseios as preocupações, e transmitir o meu apoio em nome do governo português. PT- O que achou desta comunidade portuguesa sentiu alguma preocupação ou foi-lhe transmitido alguma coisa nesse sentido? Sr. Cônsul- Achei que são pessoas impecáveis, entusiasmadas, que gostam de aqui estar, que se sentem apoiados pelo governo suíço, que é uma coisa importante e que estão contentes com o apoio que estão a receber e isso é bom, não ouvi queixas aqui relativamente ás autoridades locais, enfim pelo menos foi aquilo que me apercebi, não tive nenhuma abordagem nesse sentido, nem noutra qualquer manifestação de insatisfação e os contactos que tive foram vários, quer dos empresários quer das pessoas que se encontram a trabalhar para outros, neste caso entidades patronais suíças, e gostei de ver um ambiente em que as pessoas se sentem bem e que querem aqui continuar, isto não quer dizer que não exista uma boa relação com Portugal designadamente uma relação de ligação afetiva a Portugal as pessoas querem ir a Portugal passar férias, querem estar lá com as famílias, mantendo a ligação à Pátria, existe a vontade de voltar e continuar a trabalhar, mas não perdendo esta ligação, e a vontade de muitos em ter os filhos a aprender o português e ter conhecimento da escola portuguesa o que é muito bom. PT – Acha que a comunidade portuguesa, na Suíça em geral, o apoio que tem tido das autoridades locais no seu entender é o mesmo que estão a ter de Portugal, ou Portugal poderia fazer algo mais pela nossa comunidade trabalhadora? Sr. Cônsul- As autoridades suíças dão o apoio institucional que é de estado ou seja não estão a criar problemas aos trabalhadores portugueses e neste caso também aos empresários portugueses, por outro lado relativamente ás autoridades portuguesas eu julgo que sim, tem havido ultimamente um esforço no sentido de melhorar aquilo que existe, por exemplo no ensino, no apoio que é dado aos consulados para os consolos poderem dar apoio aqui ás comunidades portuguesas, neste caso eu como Cônsul não vejo nem nunca tive qualquer problema, antes pelo contrario o ministério sempre me apoio, e mais agora com este novo governo, eu tive a ver e li com toda a atenção e segui os debates na Assembleia da Republica e vi que o Sr. Ministro dos Negócios Estrangeiros e o Sr. Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas tem ainda mais empenho de continuar a apoiar as comunidades portuguesas e o ensino português, e dar todo o apoio aos portugueses que aqui estão a trabalhar e a investir temos por isso razão para esperar ainda mais do que aquilo que já existia. PT – Como vê as noticias que vão dando conta da chegada de alguns portugueses vindos de Portugal, trazidos burlados por outros compatriotas e são colocados no mercado de trabalho suíço e explorados pela entidade empregadora? Sr. Cônsul – Deste já agradeço esta sua pergunta, em primeiro lugar não à razões de queixas nenhumas absolutamente nenhumas dessa referida comunidade, tanto quanto eu sei quer das autoridades suíças, quer dos empregadores portugueses e nós consulado temos as maiores e melhores referências dos portugueses que se encontram aqui a trabalhar e a investir gostaria de sublinhar isto porque não à só portugueses que estão a trabalhar como também estão a investir, quanto a essa questão que me levanta eu li a noticia no jornal Gazeta Lusófona, procurei de imediato saber o que se passava, mas a verdade é que não houve até ao momento um único português supostamente vitima de uma situação dessas que se tivesse dirigido ao Consulado apresentado queixas nesse sentido por conseguinte oficialmente não sei de nada. Numa reunião que tive com alguns dirigentes da comunidade portuguesa em Zurique aliás daqueles que representam os portugueses que estão escritos no nosso Consulado e repito não tive nenhuma informação direta ou indireta nesse sentido, procurei nas autoridades policiais, suíças comunais cantonais se havia alguma queixa nesse sentido como eles me disseram que não havia nada, a ser assim o Consulado Geral de Portugal em Zurique e eu próprio não pudemos fazer nada, a partir do momento que não existem queixas formais por conseguinte nada pudemos fazer. A partir do momento que exista uma situação dessas eu agirei em conformidade e mais, não só agirei como também darei conhecimento ás autoridades suíças e portuguesas. Nota: Já depois da entrevista prestada, viemos a saber pelo Consulado Geral de Portugal em Zurique, que na sexta-feira passada (08-07-2011) um casal de compatriotas apresentou queixa de explorações e outras coisas muito desagradáveis. Quanto à noticia em breve daremos mais pormenores na expectativa de poder identificar o burlão junto da comunidade portuguesa.