Bill, o futebolista

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Entre o sonho e a realidade de uma grande carreira Davidson Gandra Oliveira é um cidadão brasileiro que jogou durante muitos anos futebol no nosso país.

Futebolisticamente era conhecido pelo Bill. Entre o sonho de uma grande carreira, veio a realidade que teve os seus altos e baixos.

Nasceu em Minas Gerais, no dia 15 de Outubro de 1980, é casado, tem uma filha e vive no cantão de Luzerna onde joga numa equipa amadora. Já jogou no Vitória de Setúbal e em diversos clubes da Segunda Divisão em Portugal.

O Davidson conta-nos o seu percurso… Nasceu em Juiz de Fora, Minas Gerais, no Brasil, no dia 15 de Outubro de 1980. Começou a carreira aos seis anos de idade numa escola de futebol fez o teste e a partir daí evoluiu nas diversas camadas dos jovens. Jogou nessa escola até aos meus 13 anos de idade. A seguir fez um teste no Cruzeiro do Minas Gerais, a cerca de 4 horas da cidade que o viu nascer, na naquela altura foi sozinho. Com muita sorte ficou no Cruzeiro onde jogou durante dois anos. Foi no cruzeiro que conheceu um gaúcho que o levou para o Rio Grande Sul. Jogou ainda no Grémio de Portalegre durante 4 anos.

E depois do Grémio?

“Infelizmente não tinha conhecimento como funcionava o mundo do futebol naquele tempo. Passei uma procuração a um empresário para decidir tudo por mim. E, assim, quando ia passar de Júnior a Sénior, ele pediu um valor elevado pela minha renovação de um contrato profissional. Naquele tempo estava bem cotado no mercado brasileiro de futebol. O Grémio não aceitou o valor absurdo que o meu empresário pedia e então o clube decidiu libertar-me. Os dirigentes do Grémio aconselharam-me a desvincular-me do empresário, que se chamava Jaime, para voltar a falar com eles outra vez. Quando consegui desvincular-me já era tarde, mesmo se tinha apenas vinte e um ano”.

“Então, assinei pelo Desportivo Grémio de Marinhã, que é da Segunda divisão do Paraná, que se disputa em Sul Minas, e passei por um período onde senti muita desilusão, até porque estive quatro meses sem receber, foi então que passei por um período difícil da minha vida, dado que entrei numa enorme depressão e estive seis a sete meses sem jogar à bola”.

“Recebi um telefonema de um agente a propor-me um contrato na Alemanha, Portugal ou Estados Unidos, foi quando despertei o interesse de voltar a treinar e voltei ao topo da forma e quando aceitei a ir para Portugal para o Vitória de Setúbal. A infelicidade voltou a bater-me à porta dado que dois dias antes de viajar para Portugal tive um acidente e cortei o tendão do braço, assim, em vez de em Janeiro, só pude viajar no mês de Março e já não pude ser inscrito no Vitória esse ano. No entanto, o Vitória desce de divisão e as coisas complicaram-se, mesmo se nunca falharam com o pagamento do acordado. Cheguei a jogar com o Sandro, Meyong entre outros. Emprestaram-me ao Pinhalnovense, onde fui treinado pelo Paco Fortes, depois fui para o Lusitano de Évora, e fui para o Louletano terminei a carreira no Famalicão em Portugal. Não tive aquele sucesso porque infelizmente nunca tive também uma pessoa que me orientasse como devia de ser. Nunca foi por falta de qualidade”.

“Como as coisas no Famalicão não estavam bem, através de um amigo consegui trabalho no Ticino onde fui jogar futebol para uma equipa da segunda liga. Fui jogar para o Locarno após dois anos recebi um contrato para jogar na Suíça central no LSC, onde me encontro atualmente”.

Adelino Sá